Francisco de Assis
02.09.2010
This post was published 1 ano 8 meses 17 dias ago which may make its actuality or expire date not be valid anymore. This site is not responsible for any misunderstanding.Por Vinícius Rossi
Poderia começar a escrever este breve artigo, falando dela, a santa da “pequena via”, Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face. Seria muito justo, pois afinal, ela é a patrona universal das missões, juntamente com São Francisco Xavier, outro missionário da Igreja, que deu sua vida pela propagação do evangelho de Nosso Senhor. Mas, outro grande santo que com júbilo comemoramos, no maravilhoso mês de outubro, mês de Teresinha, é o nosso irmão e “pai”, Francisco de Assis, o pobrezinho de Deus. Sem dúvida alguma, afirma-se que a Igreja Católica hoje, preserva seu caráter missionário, tendo o “Ide pelo mundo” como lei fundamental para todos os cristãos, graças a pessoas como o jovem Francisco. Ele não mediu esforços para levar a palavra de Deus, semeá-la nos corações de tanta gente.
Como um “Arauto de Deus”, como certa vez humildemente se intitulou, Francisco queira seguir ao pé da letra as palavras de Cristo, que caminhou em missão (a religião cristã no início dos tempos, se chamava “O Caminho”), contidas nas páginas das Sagradas Escrituras. O santo homem colocava os pés na estrada, comia com os pássaros,dormia ao relento e deixava refletir em si a luz do irmão sol, para que assim, o Amado de sua vida, Jesus Crucificado, Aquele que havia conquistado sua alma, chegasse ligeiro na vida dos muitos que paravam nas praças das cidades italianas para escutá-lo. Os irmãos que iam se juntado a Francisco e formando a amorosa fraternidade, também saiam em missão, sempre de dois em dois, a pedido do próprio santo.
É belo descobrirmos que ser missionário, não é vocação apenas para aqueles que viajam longas distancias ou vão pregar e servir os doentes em terras estrangeiras. Mas sim, discípulo e missionário, é aquele que compreende a importância de se evangelizar e dá o testemunho devido aonde for, de sua fidelidade à Deus, na prática da caridade gratuita e desinteressada.
Na segunda década do século XIII, as missões franciscanas ganharam extraordinária força. Na medida em que aquele grupo de homens, pobres de tudo, mas ricos em Deus, crescia em graça e número, muitos mártires sugiram na história da primeira fase do franciscanismo. Em 1220, os irmãos Beraldo, Pedro, Acúrsio, Adjuto e Otão, sofrem e morrem pelo evangelho nas terras do Marrocos. Tal fato impressiona muitíssimo um cônego regular da cidade de Coimbra, Portugal, um sacerdote chamado Fernando, mais tarde, o conhecido Santo Antônio de Pádua. O pregador de fogo, cujo a língua até hoje está intacta(tal relíquia já pôde ser vista por milhares no mundo inteiro), queria seguir o mesmo caminho daqueles mártires de hábito “cor de burro amedrontado” e assim, fez-se pela vontade divina, um frade franciscano. O próprio Francisco de Assis teria ido um ano antes, em missão de paz até o Sultão do Egito, para convencê-lo de suas santas razões. O exercício do amor e do perdão, deveriam ser as bases de seus relacionamentos com os outros, não importando as diferenças.
Hoje, Os franciscanos estão espalhados por todo o mundo e suas missões são terrenos fecundos para a Igreja de Cristo, onde a santidade é exaltada e o Deus Vivo é adorado. Na África, no Brasil ou mesmo na Terra Santa, onde foram colocados como guardiões da fé e dos patrimônios históricos da Igreja, homens e mulheres que seguem o exemplo do Missionário do Amor, Francisco de Assis, podem dar o testemunho de que fazer missão é deixar a voz de Cristo ecoar…a começar em mim. Que São Francisco de Assis, cujo a páscoa celebramos nesses dias santos, nos ensine a dar mais do que receber, mesmo que isso nos leve a deixar tudo o que temos para trás e seguir corajosamente.
“O AMOR NÃO É AMADO, O AMOR NÃO É AMADO…”(São Francisco de Assis)



Irmão, que belo texto! Parabéns! =)